quinta-feira, março 05, 2009

Quixotismo Retroactivo














Se os espanhóis têm sempre a sensação de defrontarem gigantes, de que da sua acção é sempre decisiva, o “tuga” tem sempre a tendência para menosprezar a sua acção e os seus inimigos. Só o tempo e a neblina do passado lhes dá grandeza, quase sempre irreal, enobrecendo-os para dessa forma enobrecer a luta e a si próprios.
Vem isto a propósito da forma como muitos receberam a morte de Nino Vieira, como se de um inimigo leal se tratasse. Os que assim falam não acreditam em Nós ou no Cristianismo (talvez por isso ainda hoje se orgulhem de ser capitães de Abril), achando que uma guerra que é conduzida através do Terror, do massacre de civis, de crianças com armas na mão, em nome do Comunismo, está ao mesmo nível do que uma reacção de defesa contra essa agressão. Só dessa forma se compreende que se tome um assassino que utilizou o delito comum para fins políticos passe por grande estadista ou guerreira. Em que visão distorcida do mundo, um assassino é apenas alguém que tem uma visão diferente e que tem o direito a lutar para impôr a sua lei?
Os abrileiros que andam aos abraços com os assassinos de portugueses despeitam a memória de Portugal e dos seus mortos. Ainda que se digam nacional-democratas ou outra porcaria qualquer.

Deixo-vos um comentário certeiro do Dux Bellorum:

"O facto de ser negro não interessa nada. Não nos podemos esquecer é que Nino Vieira recebeu treino em Cuba, na URSS e na China. Só se formos ingénuos ao ponto de acreditar que o antigo Bloco de Leste ajudava os guerrilheiros africanos "por amor à liberdade", é que não chegaremos à conclusão óbvia que Nino Vieira, tal como os outros "independentistas" serviram a causa soviética contra a nossa Pátria. Portanto, estamos a falar de mercenários africanos ao serviço do comunismo internacional.Quanto às palavras amáveis de Nino Vieira, aqui reproduzidas pelo autor do blogue, fazem parte de uma "cassete" utilizada por todos os "turras" depois da independência. É a diplomacia conveniente. Até os selvagens da UPA, responsáveis por massacres e violações em série, diziam maravilhas de Portugal e dos portugueses quando precisavam do apoio do governo português.Esses turras nunca passaram de negreiros ao serviço de Moscovo. Digo "negreiros" porque esse é o nome correcto para os angariadores de escravos, actividade que os "independentistas" realizavam quando iam raptar jovens às aldeias e lhes punham uma AK-47 nas mãos. Muitos jovens africanos foram obrigados a combater sob ameaça de lhes matarem a família caso não o fizessem. PAIGC, MPLA e FRELIMO tiveram muitos escravos a combater nas suas fileiras.Os turras têm a atenuante de serem selvagens, apesar de terem servido o imperialismo soviético. Mas o que dizer daqueles militares e políticos portugueses (desde o MFA aos governos socialistas, passando pela JSN e PREC) que andaram aos beijos e abraços com o inimigo após a independência? Aqueles que trocaram a sua família colectiva (a Pátria) por um punhado de lacaios comunistas... Esses são os traidores, os filhos castrados de uma Pátria vendida. Falam dos terroristas africanos com ternura, como uma criança ingénua que afaga a hiena que acabou de devorar a sua família."


Dux Bellorum

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